Hoje pela manhã, despertei de um
sonho, o qual não me recordo em pormenor mas tenho ainda a sensação de quão
maravilhoso foi. E a partir deste sentimento tão genuíno e tão profundo, nasce
em mim um pensamento: “O que significa estar ligado a outro ser?”.
E foi neste pensar retórico que
surgiu na minha mente uma imagem pura da conexão natural entre 2 seres: o SER
mãe e o SER filho. Um filho esteja onde estiver, independentemente do espaço ou
tempo que o separe, é sempre uma presença constante em nós. Aquele ser que um
dia foi um pedaço de nós, aparta-se para formar um outro ser, para ser matéria
de um corpo independente, característico, próprio, mas no fundo permanece irrefutavelmente
conectado em nós pelo cordão umbilical invisível do Amor.
E ao tomar consciência do ser que
ele é, o outro sente dentro de si próprio o resultado desta conexão gerada em
mim, e atingimos assim um estado de alinhamento, um estado de CONEXÃO INTEGRAL.
Mergulhando um pouco mais neste pensamento, eu descubro que outras conexões em
volta de mim existem e eu espontaneamente e sem esforço as desenvolvo, sem
sequer pensar muito nelas ou até como elas surgem, como é o caso dos amigos com
quem intensamente partilhei momentos da minha infância, do meu crescimento, de
descobertas que fiz.
Há uma ligação profunda que nos une ainda que a distância
nos separe, ainda que os meus olhos não alcancem os seus, porque no fundo, no
fundo, o que é essencial entre os seres é a ligação entre eles próprios, aquela
que não é visível, aquela que não é palpável, a que os torna semelhantes e não
os distingue, e que um dia se formou fruto da intensidade das experiências que se
vive com outro ser e que nos arrebata para um estado de pertença do outro e
liberdade em nós. É este essencial que quando vivido em plenitude nos faz disfrutar
da verdadeira essência da vida, a conexão integral entre o mundo, Deus e o
homem.
E é desta forma, após um sonho
maravilhoso, que hoje tomo consciência da aplicação prática desta competência
chave de um coach, que merece ser sempre
trabalhada e aprimorada, com o intuito de a tornar espontânea, de a fazer
nascer tão naturalmente como nasce a vontade de beber um copo de água, como
nasce a necessidade de nos relacionarmos com o outro. E ser, apenas ser.
Bem hajam!
Andreia Pitta-Groz

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